segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Aprendendo a conversar com Deus





Para conversar com Deus é preciso antes de tudo aprender a estar em silêncio.
Muitos se queixam que não conseguem ouvir a voz de Deus e, portanto, não há nenhum mistério.

Deus nos fala. Mas geralmente estamos tão preocupados em falar, falar e falar, que Ele simplesmente nos ouve. Se falamos o tempo todo, nada mais natural que ouvirmos o som da nossa própria voz. Enquanto nosso eu estiver dominando, só ouviremos a nós mesmos.
A maneira mais simples de orar é ficar em silêncio, colocar a alma de joelhos e esperar pacientemente que a presença de Deus se manifeste. E Ele vem sempre. Ele entra no nosso coração e quebranta nossas vidas. Quem teve essa experiência um dia nunca se esquecerá.
Nosso grande problema é chegar na presença de Deus para ouvir somente o que queremos
. Geralmente quando chegamos a Ele para pedir alguma coisa, já temos a resposta do que queremos. Não pedimos que nos diga o que é melhor para nós, mas dizemos a Ele o que queremos e pedimos isso. É sempre nosso eu dominando, como se inversamente, fôssemos nós deuses e que Ele estivesse à disposição simplesmente para atender a nossos desejos. Mas Deus nos ama o suficiente para não nos dar tudo o que queremos, quando nos comportamos como crianças mimadas. Deus nos quer amadurecidos e prontos para a vida.
Quem é Deus e quem somos nós? Quem criou quem e quem conhece o coração de quem? Somos altivos e orgulhosos. Se Deus não nos fala é porque estamos sempre falando no lugar dEle.
Portanto, se quiser conversar com Deus, aprenda a estar em silêncio primeiro. Aprenda a ser humilde, aprenda a ouvir. E aprenda, principalmente, que Sua voz nos fala através de pessoas e de fatos e que nem sempre a solução que Ele encontra para os nossos problemas são as mesmas que impomos. Deus também diz “não” quando é disso que precisamos. Ele conhece nosso coração muito melhor que nós, pois vê dentro e vê nosso amanhã. Ele conhece nossos limites e nossas necessidades.
A bíblia nos dá este conselho: “quando quiser falar com Deus, entra em seu quarto e, em silêncio, ora ao Teu Pai.”
Eis a sabedoria Divina, a chave do mistério e que nunca compreendemos. Mas ainda é tempo…
Encontramos no livro de Provérbios a seguinte frase: “as palavras são prata, mas o silêncio vale ouro.”
A voz do silêncio é a voz de Deus. E falar com Ele é um privilégio maravilhoso acessível a todos nós.

O OBJETIVO DA VIDA - INAYAT KHAN




O OBJETIVO DA VIDA

"Mais cedo ou mais tarde as pessoas inteligentes chega, a um estágio em que começam a indagar sobre o objetivo da vida, sobre o motivo de terem vindo à Terra. 

Perguntam-se "Por que motivo estou eu na terra? O que devo realizar na vida?".

Não há dúvida de que no momento que alguém faz essas perguntas, deu o primeiro passo no caminho da sabedoria (...).

O DEUS DO NOSSO CORAÇÃO




O DEUS DO NOSSO CORAÇÃO 
Robert E. Daniels, FRC 

Há uma Divindade em nosso interior, todavia a maioria das pessoas ainda pensa no Criador de todas as coisas como um Ser externo ou uma energia externa no Universo. È verdade que Deus, o Princípio criador da vida e de  todas as coisas, está presente em todas as partes  de  Sua  Criação,  porém,  nossa percepção  de Deus  é  uma experiência  interior provocada por uma elevação de consciência. É comum a idéia de que a compreensão da natureza de Deus pode ser adquirida pelo estudo.  Contudo,  uma  profunda experiência interior  de  Deus  só  pode  ser  alcançada vivendo-se a experiência mística de uma busca pessoal e íntima de Deus e do significado da vida. 

Se estamos em busca de Deus, devemos ter a firme convicção da existência de um Supremo  Ser  Espiritual   e  assumir  a  missão  de viver de  modo  a  nos  tornar  dignos  de merecer  esse  privilégio. Podemos  iniciar  nossas  atividades  diárias  com  uma  pequena meditação  e  um  agradecimento  pelo  que  já  recebemos  e  pelas oportunidades  que  nos estejam reservadas. Fazendo isso proporcionamos os  meios para que o nosso Eu Interior se manifeste um pouco mais em nossa personalidade. 

As práticas místicas proporcionam uma maior harmonização do homem para com o Deus  no  interior  de  si  mesmo,  fazendo  a perfeição  da  alma  humana,  reflexo  da  Alma Divina, brilhar através do corpo material e irradiar sua luz para todos em volta. 

OS 1.000 VÉUS DE BAPHOMET - PARTE 2



"Os 1.000 véus de Baphomet" -2
Por Caciano Camilo Compostela, Monge Rosacruz

O Bode de Mêmphis, é o Bode do Egito; simultaneamente é o 'Patriarca da Grécia' e o Hierophante do Ocidente. Isto não significa que ele pode ser encontrado historicamente, tal qual o conhecemos, nestas civilizações, mas que ele é um somatório contínuo de Ens, Símbolos e Conceitos Gnósticos que se aglutinaram ao longo dos séculos até construir-se como relevante 'Livro Oculto' e poderoso Deus Astral.

Em franca oposição ao Alvo (Branco) 'Cordeiro de Deus' ('Agnus Dei' em Latim), o Bode Negro é o perfeito retrato de resistência das forças Lunares (Místicas) ante as forças Solares (Religiosas). Nesta 'luta' entre o Esotérico e o Exotérico inexiste 'certo' ou 'errado', apenas os não Iniciados desprezariam um em favor do outro. Trata-se do entrelaçar do 'Yin & Yang' no coração do Ocidente; ser capaz de ouvir essa Música das Spheras é o primeiro dos 33 deGraus da Escada Iniciática. 

É justamente no signo do Bode que está gravado o nome da Matéria-Prima da Alquimia; é do Chumbo Negro que nasce a Pedra Filosofal. É sob a égide de Saturno, o 'pai dos Deuses' que o Bode assiste o início e o fim do Universo. 

"Solve & Coagula" significa corporificar o espírito espiritualizando o corpo, e espiritualizar o corpo corporificando o espírito.

Visto que nos aprofundaremos pormenorizadamente em seu simbolismo nos próximos números deste artigo, convido o leitor a reconsiderar a figura de Baphomet, no que diz respeito a Magia Prática, como o 'Senhor do Umbral', Guardião do Shekinah e Mestre do 'Gabinete da Reflexão'.

Criar um 'Bode Negro' tal como se cria um animal de estimação, é umas das práticas mais antigas e significativas da Bruxaria Ocidental. Em um dia próprio, Rito específico e Materiais próprios, o Mago realiza um Pacto que pode durar uma ou muitas vidas. Este Ens Astral não é bom nem mal, simplesmente reflete a natureza moral e emocional do seu 'dono'. Com o tempo e prática, a 'Cabra Preta' torna-se uma janela direta com as Spheras Astrais, um amigo do Mago.

Na qualidade de majestoso Deus do mundo astral, é ele quem supervisiona o ingresso dos Iniciados, os acolhe, aconselha e guia.

A grande Cabra Astral é fartamente mencionada nas civilizações semíticas e nas culturas pagãs que o Ocidente, de maneira velada, perpetuou até nossos dias. Quando evoca-se seu nome como um Mantra ou em Orações, faz-se  elevar uma poderosa forma etérica capaz de acelerar a abertura dos Portais Superiores.

Era o Bode o animal sacrificial nas festas do Deus Dionísio, sendo esta uma de suas principais personificações; em seus Ritos, as mulheres dançavam, pulavam, gritavam,riam e choravam exageradamente para 'evocar' o Deus. Dionísio, que em Roma é Baco, transmuta-se em um 'Bode Negro' ao fugir para o 'Egito' por ocasião da invasão de Tiphom ao Monte Olimpo.. 

No Tarot, Baphomet é o Diabo (Pan, Humano & Caprino) e possui pictoricamente suas qualidades básicas; na contramão do pensamento religioso vulgar, ele representa a Energia Sexual. Os aspectos masculinos e femininos entrelaçam-se na Cabra Sabática e criam o Hermafrodita (Hermes + Afrodite). É, como mencionado anteriormente, na base da coluna espinhal e nas genitálias que está enroscada a Serpente do Conhecimento e da Vida Eterna.

O Tifão Baphométco é um ser lunar e lunático; ancora os preparados mas enlouquece os incautos.Traze-lo para a Orbis particular tanto pode abrir Portas quanto Precipícios. Antes de tudo, é indispensável estar senhor de si; nem todos estão prontos para fixar o olhar por muito tempo no XVº Arcano.

(Voltaremos ao Tema)

OS 1.000 VÉUS DE BAPHOMET - PARTE 1



"Os mil véus de Baphomet" 
(Por Caciano Camilo Compostela, Monge Rosacruz)

A palavra BAPHOMET advém do casamento de duas outras palavras de origem Grega, 'Baphe' & 'Metis', e significa " Renascimento, Batismo de Sabedoria". Sua figura é hoje tão amplamente divulgada quanto erroneamente compreendida; entretanto, acima da superficialidade espiritual das crianças de aquário, ele permanece como o Grande Deus do Ocultismo.

Aos olhos da mediocridade, Ele inspira malignidade mas para Iniciados trata-se de uma fonte inesgotável de Saber e Elevação. Ele é a um só tempo o amálgama de todas as Tradições Místicas do Ocidente e um Tratado Oculto de primeira importância. Se todos os Livros das Sombras fossem queimados, a perpetuação desta imagem seria a garantia de sobrevivência d Gnose Universal.

Coube ao Adepto Eliphas Levi a inspiração de cunhar a imagem final que temos hoje, mas em realidade o 'Bode de Mendes' (ou Bode do Egito) é encontrado, no todo ou em parte, como figura central nos Círculos Gnósticos. Cada um dos elementos que o constitui possui um rico significado, são símbolos cuja profundidade parece não ter fim e revelam o Universo no Micro, Meso e Macrocosmo.

Tanto o Bode quanto o Carneiro representam a 'força vital', fertilidade, estando portanto intimamente relacionados a Magia Sexual (Já tive a oportunidade de escrever sobre o assunto). No entanto, enquanto o Carneiro é símbolo da Energia Solar, o Bode corresponde a Energia Lunar. Ambos sinalizam o aspecto 'positivo' e 'negativo' da Tradição. Ao símbolo do 'Carneiro' é dado uma maior relação com a religião, a visão externa, Exotérica; ao símbolo do 'Bode' estão ligadas as associações Ocultistas, internas, Esotéricas.

Estas polaridades cósmicas (A Cabra e o Bode, o Exotérico e o Esotérico), ao longo da história, entraram em continuados conflitos embora representem caminhos irmãos. Enquanto na Igreja medieval Jesus era exaltado como 'o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo', círculos secretos de Bruxas viam na figura do Bode a encarnação dos Antigos Deuses Cornudos da Sabedoria.

Ao analisar pormenorizadamente os arquivos do processo Inquisitorial contra a 'Ordem dos Cavalheiros do Templo', ou Templários, (disponíveis nos arquivos da biblioteca do Vaticano), verificamos que inúmeros relatos desenham a presença de uma 'cabeça barbuda', 'cranio de bode' ou 'bode barbudo' no âmago dos Ritos mais internos. Estas mesmas idéias os Templários carregaram consigo e as reintroduziu em outras organizações que culminaram, em parte, no que conhecemos como Maçonaria.

Aos que já traçaram um Pacto, um Alinhamento Astral com Baphomet, nos campos superiores ele apresenta-se tal qual reconstruído por Levi, no dia a dia manifesta-se como uma 'cabra-preta' que nos 'segue' silenciosamente. É um antigo culto-ritual que condensa a energia de Bapho'Met de forma personifica, um 'animal astral', protetor, guia e amigo; mas isto já é um outro assunto...

No antigo Egito, Baphmet é Osíris, e está sempre ligado as divindades primordiais patriarcais muito embora carregue consigo a fertilidade da Deusa.A mística cabalística desenha a imagem do Macroprosopo (O Grande Arquiteto do Universo) como uma Grande Cabeça Barbada, da qual surge a energia que concede vida e forma ao Kosmos.

(Voltaremos ao assunto)

Como Reconhecer uma pessoa Falsa e Dissimulada?



"Como Reconhecer uma pessoa Falsa e Dissimulada?"
Por Caciano Camilo Compostela​, Monge Rosacruz

O Cinismo é uma serpente peçonhenta que nunca mostra a verdadeira face, sabe perfeitamente esgueirar-se pelos cantos, ganhar espaço, tornar-se agradável, conquistar a confiança para, quando menos se espera, atacar quem foi inocente o suficiente para lhe dar abrigo.

A crescente superficialidade nas relações tem feito proliferar a habilidade dos lobos vestirem-se com pele de cordeiro, de tal forma que é completamente 'démodé' classificar as pessoas em joio/trigo, e perfeitamente comum termos tanta gente falsa reclamando de falsidade.

A falsidade não é um chifre que só nasce na testa do vizinho, é um demônio muito popular que, num momento ou n'outro, encontra guarida no coração de todos os mortais. 

'Não leve o personagem pra cama, pode acabar sendo fatal'.

A pessoa dissimulada está em desajuste interno, vê o mundo e os outros por uma  ótica desfocada; encontra-se perturbada por influências obscuras criados e continuamente alimentados em sua própria mente. O espírito da falsidade é uma erva daninha que nunca nasce sozinha, carrega consigo uma multidão de outras ervas igualmente perniciosas. 

> O indivíduo falso é infeliz porque não vive a própria vida; ele está por demais preocupado com o que os outros vão pensar, em como deve se portar, com o que deve ou não dizer afim de 'parecer' mais agradável, aceitável, sociável. Ele sofre de uma múltipla insegurança e, por isso, deseja viver a vida que não lhe pertence. 

Prefira sempre olhar para si como o 'centro' do próprio universo e crescer a partir daí; ninguém pode dar aquilo que não possui.

> O indivíduo falso não consegue manter a língua grudada no céu da boca, ele comenta pelas costas, aumenta, inventa, acrescenta, espalha e tem um prazer indescritível em falar mal da vida alheia. A covardia, na maioria das vezes, não lhe permite o enfrentamento 'olho no olho', mas lhe encoraja a sempre engrossar o caldo de qualquer boato. 

Prefira sempre silenciar, elogiar quando achar necessário, criticar (construtivamente!) no particular, mas nunca alimentar o espírito da fofoca. 

> O indivíduo falso não tem personalidade, quer sempre agradar e evita assumir pontos de vista que possam coloca-lo em oposição as pessoas que deseja manipular. Concorda com tudo e muda de opinião tão rápido quanto seus interesses.

 Prefira analisar, refletir por si mesmo e manter sua integridade e coerência mesmo sob críticas e dificuldades. 

> O indivíduo falso, por sua baixo auto-estima, tem a necessidade de 'estar por cima', projetar uma figura sempre melhor que 'os outros'; ele vive num eterno teatro da mentira, do faz-de-conta, da ilusão. 

Prefira manter a cabeça no lugar e admitir, para si mesmo, suas fraquezas, fracassos e fragilidades. Ninguém é perfeito, elevado e feliz o tempo todo. 

> O indivíduo falso pode até não demonstrar, mas sente uma profunda tristeza com o sucesso alheio; não suporta ver a conquista, o bem-estar e a alegria, arranja sempre um jeitinho de azedar o leite e acha-se sempre o injustiçado, preterido e ameaçado.

Prefira vibrar, alegrar-se e trabalhar pelo sucesso das pessoas ao seu redor; exercite a capacidade de 'torcer' sinceramente pelos outros.

> O indivíduo falso, astralmente, apresenta-se como um ser perturbado por diversos Ens Sombrosos nas tonalidades mais desagradáveis, essa 'obsessão' vampírica atormenta e desvitaliza a pessoa que sente-se fortemente inclinada a depressão e melancolia. 

Prefira ser um canal de Luz. Visualize-se como um canal de bençãos, energia e amor.

In Lumem Lumine,

OS SETE DEGRAUS DA ESCADA DE RÁ


Imagem: Victor Farat


OS SETE DEGRAUS DA ESCADA DE RÁ

A virtude está no meio
Nas palavras, nas ações, nos pensamentos
Tudo na Natureza caminha com equilíbrio
Moderação, bom senso, reflexão - TEMPERANÇA

Pelos caminhos da vida
As trevas nos cercam a todo instante
Não deixemos que nossa Luz interior se apague
Confiança, firmeza, retidão - FORTALEZA

O homem é um ser impulsivo
Atitudes, palavras, decisões precipitadas
Não nos deixemos dominar; dominemos nossos impulsos
Cuidado, cautela, atenção - PRUDÊNCIA

A justiça Divina nunca falha
Somos, porém, imperfeitos enquanto humanos
Com humildade, roguemos inspiração
Caráter, verdade, lealdade - JUSTIÇA

Acreditar, simplesmente
O céu azul, o perfume das flores, o canto dos pássaros
O milagre da vidaSalvação, cura, redenção - 

Pensamentos são coisas
Um futuro melhor
Harmonia e paz na Terra
Enquanto existir o homem - ESPERANÇA sempre existirá

O mais sublime de todos os sentimentos
O motivo de nossa existência
O sentido da vida e da morte
Razão pela qual praticamos a temperança, a fortaleza, aprudência, a justiça, a fé e a esperança
O estágio mais elevado da evolução - o AMOR,
o último degrau da escada de Rá.